04 Feb 2009
Folha : Operação da Polícia Civil termina com sete mortos no Rio
Colaboração para a Folha Online, no Rio
Uma operação que reuniu cerca de 300 policiais civis de várias delegacias especializadas em favelas do Rio deixou sete pessoas mortas nesta quarta-feira. As mortes ocorrerem na favela da Vila Aliança.
Segundo o delegado adjunto da 34 DP (Bangu), Davi Rodrigues, cinco traficantes foram mortos na rua Santa Lúcia e outros dois na rua C. Os nomes não foram divulgados.
Foram apreendidos armas, granadas e drogas. Três suspeitos foram detidos em um posto de saúde na localidade do Jabor e foram encaminhados para depoimento na 34 DP (Bangu).
Operação
A ação foi realizada nas favelas da Coreia, Taquaral, Rebu e Vila Aliança, nos bairros de Senador Camará e Bangu, na zona oeste da cidade. Segundo a polícia, o objetivo era cumprir mandados de prisão contra traficantes de drogas.
Por causa da operação, três escolas municipais e quatro creches suspenderam as aulas. Para garantir a segurança das crianças, os pais não mandaram os filhos para os colégios.
A operação foi realizada pela Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) e pela 34 DP, com o apoio de várias delegacias especializadas.
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PUBLIEDITORIALLIVRARIA DA FOLHA
!--PRINT:EXCLUDE-->!--noindex-->03 Ene 2009
Folha : Polícia investiga se alemão morto em Paraty (RJ) teria sido atropelado por embarcação
JANAINA LAGE
da Folha de S.Paulo, no Rio
DENISE MENCHEN
da Folha de S.Paulo, enviada especial a Paraty
A Polícia do Rio investiga a morte de um empresário alemão --possivelmente atropelado por um barco ou bote-- na véspera do Réveillon nas águas de uma das praias mais exclusivas do litoral sul do Estado.
O empresário alemão Christian Martin Wölffer, 70, --que tinha uma vinícola nos EUA, onde morava, e fez fortuna com fundos de investimentos de risco-- morreu na tarde de 31 de dezembro após sofrer dois cortes profundos nas costas quando nadava no saco do Mamanguá, em Paraty (254 km do Rio).
Segundo o delegado Alessandro Petralanda, dados preliminares indicam que Wölffer foi atropelado por um barco de pequeno porte. Caso isso se confirme, o responsável será indiciado por homicídio culposo (sem intenção) e omissão de socorro, com pena de três a seis anos de prisão.
O empresário alemão estava hospedado na residência do casal Luiz Osvaldo Pastore e Carol Overmeer. Pastore é empresário do setor de metais e ex-suplente de senador pelo PMDB-ES (eleito com Gerson Camata no período entre 1995-2003), conhecido por colecionar obras de arte e realizar festas que reúnem celebridades.
Para o Réveillon, o casal também tinha como convidados os atores Rodrigo Hilbert e Fernanda Lima, que ajudaram no socorro a Wölffer. Segundo Overmeer, no início da tarde do dia 31, o empresário alemão saiu para nadar na praia em frente à casa, no saco de Mamanguá, única formação geográfica do litoral brasileiro que se assemelha a um fiorde (estreito entre montanhas altas).
O saco de Mamanguá é um braço-de-mar que avança 9 km pelo continente, com largura máxima de 1,5 km, cercado por montanhas altas (o pico do Cairuçu tem 1.070 m) e protegido das ondas e dos ventos.
29 Dic 2008
Folha : Israel declara fronteira com Gaza "zona militar fechada"; mortos ultrapassam 270
O setor de fronteira de Israel com a faixa de Gaza foi declarado "zona militar fechada" pelo Exército israelense nesta segunda-feira, anunciou um porta-voz militar, no mesmo dia em que a Força Aérea israelense lançou novos bombardeios contra a região que mataram sete pessoas, quase todos menores ou mulheres.
O porta-voz militar informou que as estradas da região estão fechadas aos civis que não têm autorizações militares. A circulação será permitida apenas aos habitantes israelenses da área afetada. A medida pode ser considerada a fase prévia de uma operação terrestre.
A medida é último episódio da grande ofensiva que Israel lançou contra a faixa de Gaza no sábado (27) e que já matou mais de 270 pessoas. Os ataques visam responder ao grupo radical islâmico Hamas, que se recusou a renovar a trégua de seis meses assinada com Israel e que acabou no último dia 19.
De acordo com a agência de notícias Reuters, o número de mortos já chega a 298 e, segundo a agência France Presse, passa de 300. Trata-se da pior ofensiva realizada por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
28 Dic 2008
Folha : Brasil critica "reação desproporcional" de Israel; veja repercussão
O Brasil criticou a "reação desproporcional" de Israel no bombardeio deste sábado contra a faixa de Gaza que deixou mais de 200 mortos e cerca de 700 feridos. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores pediu que Israel e o grupo radical islâmico Hamas parem com seus ataques e iniciem um diálogo.
"O governo brasileiro conclama as partes a se absterem de novos atos de violência e estende sua solidariedade aos familiares das vítimas dos bombardeios desta manhã." No comunicado, o governo brasileiro afirma ainda lamentar que a violência naquela região afete principalmente a população civil e prejudique esforços por uma solução negociada e pacífica para o conflito israelense-palestino.
Veja mais sobre a repercussão do ataque internacionalmente. Continue lendo na Folha Online,dando um clique aqui.
07 Dic 2008
Folha : Médici queria revogar AI-5, diz ex-presidente da Arena



FERNANDA ODILLA
enviada especial da Folha de S.Paulo a Uberlândia (MG)
SOFIA FERNANDES
colaboração para a Folha de S.Paulo, em Uberlândia (MG)
O general Emílio Garrastazu Médici assumiu a Presidência do Brasil em outubro de 1969 disposto a revogar o AI-5, sigla que entrou para a história como o ato institucional que escancarou a ditadura no país. Médici desistiu da idéia e assumiu uma posição linha-dura tão logo constatou, em consultas informais, que não teria o apoio de importantes aliados.
A cúpula das Forças Armadas achava cedo demais para extinguir o texto que abriu a possibilidade de fechar o Congresso, permitiu intervenção do governo federal nos Estados, institucionalizou a censura e suspendeu o habeas corpus em casos de crimes políticos.
A primeira versão do AI-5, contudo, era muito mais radical. Extinguia o Legislativo em todo país e fechava o Supremo Tribunal Federal. Essa versão foi rechaçada pelo então presidente Arthur da Costa e Silva (1967-1969), que exigiu um texto que não fosse "dose para cavalo" e só aceitou assiná-lo porque temia ser deposto.
O autor dessas revelações, até hoje compartilhadas em detalhes somente com poucos confidentes, é Rondon Pacheco, ex-chefe da Casa Civil do governo Costa e Silva. Aos 89 anos, ele é a única testemunha viva que participou de todo o processo de confecção do AI-5, no dia 13 de dezembro de 1968.
Com as credenciais de quem redigiu o texto final do ato, ajudou a fazer uma Constituição que facilitaria a revogação do ato em 1969 --mas não foi outorgada porque Costa e Silva adoeceu-- e participou da escolha da segunda chapa presidencial depois do movimento de 1964, Pacheco revelou à Folha bastidores daquele capítulo da história da ditadura brasileira.
"O presidente Costa e Silva me disse isso várias vezes em seus despachos, que ele às vezes não dormia pensando nos problemas do outro dia", recorda Rondon Pacheco, dizendo que Costa e Silva assumiu o governo gerenciando problemas. Havia, segundo Pacheco, uma conspiração sendo tramada pelo ex-governador Carlos Lacerda no Hotel Glória (RJ).
"Não foi um governo tranqüilo, apesar de estar perfeitamente constitucionalizado", diz. Mas afirma que a Constituição de 1967 assustou o autodenominado "governo revolucionário". Para o ex-chefe da Casa Civil, foi a falta de habilidade política que transformou dois curtos discursos do deputado Márcio Moreira Alves -que criticou militares no plenário da Câmara- na maior crise do governo. "Coisa do Márcio, demagogo", avalia Pacheco. Ofendidos, os militares exigiram a cassação do deputado. Pacheco conta que Costa e Silva acordou uma solução intermediária para aprovar uma licença para o deputado.
"Se tivesse havido a punição conforme já estava combinado, não teria havido nada [o AI-5]", sustenta. Mas o ministro Gama e Silva (Justiça) decidiu, à revelia, trocar os integrantes da comissão que analisava o caso para aprovar a cassação. O ministro só não foi demitido porque era amigo do presidente, segundo Pacheco.
A cassação, contudo, foi rejeitada pelo plenário da Câmara por 216 votos a 141, conforme ata da sessão de 12 de dezembro de 1968. Diante da derrota no Congresso, as condições para um golpe dentro do golpe estavam postas, na visão do governo. O presidente tomou a decisão de "nada decidir" naquela noite de quinta-feira. Nem sequer recebeu companheiros de farda, que já tramavam uma proposta para reforçar o poder das Forças. Convocou reunião para as 11h.
Na manhã daquela sexta-feira 13, começava a fase mais dura da ditadura brasileira. "Tudo foi decidido pela manhã. Quando foi para o Conselho [Nacional] de Segurança, o problema já tinha sofrido um despacho saneador do presidente", recorda o ex-ministro.
Foi convocado para a reunião um seleto grupo que ouviu do presidente a intenção de fechar o Congresso e editar um ato semelhante ao AI-1, que permitiu a cassação e suspensão dos direitos políticos de quem era contra o sistema.
"Gama e Silva estava muito agitado. Isso eu notei. Ele chegou, sentou na cadeirinha do ministro da Justiça e disse: "O ato, presidente, está pronto". Ele estava certo que ia fazer o presidente engolir o ato", revela Pacheco. A primeira versão do AI-5 proposta "era um ato terrível", nas palavras de Pacheco. Demitia todos os ministros do Supremo, dissolvia o Congresso e todas as Assembléias Legislativas. A intervenção federal seria no país inteiro, inclusive com a indicação de todos os prefeitos.
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29 Nov 2008
Juíza reafirma que foi vítima de ameaças após decisão sobre Opportunity
da Folha de S.Paulo
A juíza da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Márcia Cunha, reafirmou em depoimento à Polícia Federal ter sido vítima de tentativa de intimidação após ter ordenado o afastamento do Grupo Opportunity, de Daniel Dantas, do controle da Brasil Telecom.
A primeira vez que Cunha fez essa acusação contra o Opportunity foi em 2005, logo após ter proferido uma sentença contrária ao grupo. À época, ela concedeu entrevistas e falou em juízo.
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Mostra exibe material inédito de José Saramago
| Endereço: r. Coropés, 88, Pinheiros, Oeste, São Paulo, SP. Classificação etária: livre | Leia mais no roteiro |
| As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações | |
do Guia da Folha
Não é apenas o respeitável escritor ganhador do Nobel em 1998 e conhecido por muitos leitores que está revelado na mostra "José Saramago: A Consistência dos Sonhos", que abre ao público neste sábado (29), no Instituto Tomie Ohtake.
| Divulgação |
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| Projeção feita pelo artista escocês Charles Sandison, ao lado de retratos de autor |
É também a longa trajetória de 35 anos em busca de uma "voz interior", período compreendido entre sua estréia sem êxito com o romance "Terra do Pecado" (1947) e o lançamento de "Memorial do Convento" (1982), com o qual galgou projeção internacional.
Separada em quatro núcleos, a exposição --que já passou por Lanzarote, nas Ilhas Canárias, onde vive Saramago atualmente, e por Lisboa, Portugal-- traz material suficiente para se despender toda uma tarde apreciando manuscritos, notas pessoais, primeiras edições, traduções, fotografias e vídeos.
Há ainda muitos itens inéditos. "Durante o tempo de pesquisa, nós encontramos caixas com várias obras inacabadas, que estavam perdidas na casa dele", conta o curador Fernando Gómez Aguilera, diretor da Fundação César Manrique, da Espanha.
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26 Nov 2008
Tribunal de Justiça absolve promotor acusado de matar jovem no litoral de SP
O promotor Thales Ferri Schoedl foi absolvido por unanimidade das acusações de matar a tiros um jovem e ferir outro em dezembro de 2004, na cidade de Bertioga (litoral de São Paulo). Ele foi julgado na tarde desta quarta-feira pelo Órgão Especial do TJ (Tribunal de Justiça), composto pelos 25 desembargadores mais experientes do tribunal.
| 16.fev.2005 Rogério Cassimiro/Folha Imagem |
![]() |
| Promotor de Justiça Thales Ferri Schoedl deixa a prisão no carro de seu advogado |
O julgamento --que durou aproximadamente três horas-- ocorreu após decisão do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do STF (Supremo Tribunal Federal), que em outubro deste ano devolveu o cargo de promotor ao qual Schoedl estava exonerado por decisão do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).
O ministro Menezes Direito entendeu que o CNMP não é competente para determinar a exoneração de um membro do Ministério Público. Assim, concedeu liminar ao promotor para que permaneça como membro da Promotoria, recebendo salários mas, sem exercer a função.
Crime
O Ministério Público ofereceu contra Schoedl denúncia (acusação formal) ao TJ de São Paulo por homicídio duplo qualificado, sendo um consumado e outro não, por motivo fútil, no dia 11 de janeiro de 2005.
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23 Nov 2008
Preconceito racial diminui no Brasil
Nova pesquisa Datafolha mostra que o racismo perdeu força no Brasil. Um novo levantamento reedita perguntas sobre o tema feitas há 13 anos e constata que uma fatia menor de pessoas declara seu preconceito contra negros (3% hoje contra 11% em 1995). No entanto, ainda há uma forte percepção de que o Brasil é um país racista (91%, praticamente a mesma porcentagem de 13 anos atrás). A reportagem completa está disponível apenas para assinantes da Folha de S.Paulo e do UOL.
A proporção dos entrevistados que se autodeclaram brancos caiu de 50% para 37%, enquanto a dos que se dizem pardos aumentou de 29% para 36%.
Indicadores de salário e escolaridade entre a população negra também tiveram melhora, contudo a média de anos de estudo de pretos e pardos é ainda menor que a de brancos em 1995.
Na questão de oportunidade de trabalho, cresceu a porcentagem dos pretos e pardos que dizem sofrer discriminação no trabalho/obtenção de emprego (de 45% em 1995 para 55% hoje). Também aumentou o número de entrevistados que se dizem discriminados no estudo/cultura (de 14% para 20%).
Leia a matéria completa na Folha deste domingo, que já está nas bancas.
!--TEXTO-->19 Nov 2008
Dantas pagou R$ 18 milhões em propinas a políticos, juiz e jornalistas, diz PF
da Folha de S.Paulo
O delegado da Polícia Federal Carlos Eduardo Pellegrini, que atuou na Operação Satiagraha, revelou que a PF apreendeu documentos no apartamento do banqueiro Daniel Dantas que apontam pagamento "de propinas a políticos, juiz, jornalistas".
As revelações de Pellegrini, que não citou nomes, estão gravadas na fita que documentou a reunião ocorrida no dia 14 de julho na sede da PF paulistana, que selou o afastamento do delegado Protógenes Queiroz do comando da investigação.
Ouça íntegra da reunião da cúpula da PF com Protógenes
Pellegrini disse à Folha na quarta-feira que não se recorda de ter dito isso na reunião.
"É um grupo muito forte. Eu fui executar a prisão [de Dantas] lá no [escritório do advogado] Nélio Machado [em SP] e tinha dois desembargadores aposentados e um juiz do Rio. Na casa do Dantas eu achei vários documentos --o Vitor achou de 2004--, de 2007, R$ 18 milhões de pagamento de propinas para políticos, juiz, e jornalistas no ano de 2007", disse Pellegrini.
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Grupo protesta contra agroindústria em Copenhague
Boeing 787 levanta voo com dois anos de atraso
ANAMAGES notícias ANO II – Nº 235 – 17 de dezembro de 2009 – Quinta-feira
Veja íntegra do primeiro relatório da Comissão de juristas encarregada d... seguir leyendo >>Brasil traz posição de vanguarda a Copenhague, diz Gil
O cantor, compositor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil afirmou nesta... seguir leyendo >>Polícia usa gás lacrimogêneo para conter protestos em Copenhague
A polícia da Dinamarca usou bombas de gás lacrimogêneo nesta quarta-feir... seguir leyendo >>Tribuna do Advogado Edição 153
Edição Nº 153 – 15 de dezembro de 2009 – Publicação semanal... seguir leyendo >>ElPais.com Tecnología
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